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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Hanseníase e preconceito

Caracterizada pelas alterações fisiológicas e deformações do corpo, a lepra do passado era muito conhecida pela sua forte segregação. Embora seja uma doença milenar que acompanhou boa parte do sofrimento da população, tanto pelo seu desconhecimento quanto pelo preconceito gerado a partir do mesmo. Atualmente ainda são freqüentes os casos de preconceito e exclusão para indivíduos portadores da Hanseníase.

No passado europeu, a lepra, hoje Hanseníase, era representada como uma maldição na qual os doentes deveriam ser mantidos em isolamento total da população sadia em locais conhecidos como leprosários, onde receberiam as punições divinas pelos seus pecados. Na Idade Média os leprosos eram expulsos da comunidade e muitas vezes, presos em suas cabanas e queimados.

No Brasil a hanseníase começou a dar indícios, provavelmente, a partir da chegada dos portugueses. Devido ao desconhecimento da doença e tomados pelo medo da sua transmissão, começaram a ser construídos locais de isolamentos para as pessoas contaminadas. Com o passar do tempo a quantidade de doentes e de abrigos aumentava cada vez mais, entretanto, nestes locais não haviam atendimentos médicos, fator que agravou ainda mais ao aumento do número de casos.

Atualmente a hanseníase continua sendo um problema de saúde pública devido a falta de conhecimento sobre a doença e dos estigmas do passado que ainda persistem nos dias de hoje, visto que, já se sabe que a doença tem cura e o tratamento é gratuito e oferecido em todo o território nacional.

“O que me preocupa não é o preconceito, mas sim a capacidade humana de colocar acima de tudo a própria visão para julgar o próximo.”
Fábio Saitta

Filmes sugeridos

  • Diários de Motocicleta (2004)
O filme trata da história do personagem revolucionário Ernesto Ché Guevara. Ernesto especializa-se em Hanseníase e, em uma de suas viagens, visita um leprosário o que culmina em mais uma de suas indignações frente a ignorância para com a doença onde separava-se, por meio de um rio, a casa dos leprosos dos outros que não tinham a doenças.

Disponível (para venda) em: http://goo.gl/klK5C

  • Documentário – “Hanseníase, uma lição de vida” (2007)
Documentário sobre a historia de três hansenianos que vivem no sanatório de Bambui - MG, o filme tem intenção de mostrar as dificuldades e superações vividas por essas pessoas, dispensa algumas formas estéticas e valoriza a historia.


Autora: Juliana Cristina

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Hanseníase: saiba mais!

A hanseníase é uma doença infecciosa de longo prazo, provocada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Essa bactéria atinge uma grande quantidade de indivíduos embora, nem todos contraem a doença. O microorganismo possui afinidade pela pele e nervos periféricos, e necessita de uma temperatura um pouco menor que 37°C para se desenvolver, escolhendo áreas mais frias do corpo humano como nariz, olhos, orelhas, mãos, pés, testículos, entre outros.

O modo de transmissão da doença é, principalmente, através de gotículas de secreção expelidas pela respiração de indivíduos portadores da bactéria que ainda não estão em tratamento e por meio do contato de secreção da pele ou das mucosas. Indivíduos contaminados, quando estão em tratamento não são transmissores. 


Devido ao período de incubação variar de 2 a 7 anos, aproximadamente, em alguns casos o tempo pode ser mais curto (7 meses) ou mais longo (10 anos), os sintomas só aparecem tardiamente. Geralmente a doença inicia-se com manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele com ausência de sensibilidade, podendo variar para formas mais evoluídas da hanseníase. Outros sintomas característicos são: Dormência nas mãos ou nos pés; deficiência ou diminuição de suor na área da pele atingida; presença de nódulos ou caroços na pele e ausência de pelos no local das manchas.

Mesmo sendo uma moléstia antiga, anteriormente conhecida como lepra, atualmente a população ainda convive com a doença. Segundo os dados epidemiológicos do Ministério da Saúde, em 2010 o Brasil alcançou uma queda no coeficiente de prevalência e no coeficiente de detecção de casos, mas mesmo assim, os valores deste último ainda são considerados médios. 

Vamos ajudar a diminuir cada vez mais estes índices de contaminação! Se você apresenta algum desses sintomas procure imediatamente o local de assistência à saúde mais próximo da sua residência. A hanseníase tem cura, é só você querer! 





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Texto por: Juliana Cristina