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domingo, 11 de março de 2012

Homoafetividade: por que ainda se falar?


Nunca tem se falado tanto em homoafetividade como na contemporaneidade. Mas você deve estar se perguntando o porquê do uso do termo “homoafetividade” e não “homossexualidade” ou então “homossexualismo”. A explicação encontra-se na sua etimologia. Homoafetividade refere-se ao amor e afeto trocado por pessoas do mesmo sexo, pois, em uma relação não se pode resumir que o casal terá apenas uma troca sexual, como é caso do termo homossexualidade, que foi usado durante muito tempo e que da a noção de que esta envolvido apenas questões carnais. Desde a década de 80, o termo homossexualismo foi abolido, pois o prefixo “ismo” remete a doença, sendo entendido por especialistas que a homoafetividade não é uma patologia, mas uma atração e desejo com indivíduos do mesmo sexo.

Mas na sua historia, a palavra homossexual é universal e foi criada em 1869 pelo jornalista gay-húngaro Benkert, para definir a quem ama e sente atração pelo mesmo sexo. A população homossexual começou a tomar conhecimento da importância de exigir tanto o respeito quanto os seus direitos, sem sombra de dúvidas, a partir de um episódio ímpar, a rebelião de Stonewall, considerado pelos estudiosos da área como sendo o início do movimento GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) contemporâneo. No dia 28 de junho de 1969, como de costume, a polícia deu uma batida no bar que deu nome ao marco.